Depois de uma primeira mão histórica e soberba protagonizada no Etihad/City Of Manchester, Mónaco e Manchester City voltam a cruzar-se hoje para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Serão Leonardo Jardim, Bernardo Silva, João Moutinho e companhia capazes de destronar os citizens de Guardiola?
A crença de marcar
O Mónaco é de momento a equipa que mais me entusiasma a jogar, sendo a equipa com que mais tenho trabalhado nesta plataforma até à data. Leonardo Jardim tem feito um trabalho excepcional quando lhe foi prometido “um PSG” e acabou com “um Arsenal”. Nomes como Bakayoko, Mbappé e Fabinho (excelente a forma de o colocar no local certo) é música para os meus ouvidos, mas ver Bernardo Silva e o verdadeiro Radamel Falcao (em dúvida para este jogo) é arte no seu expoente máximo.
Os golos não são problema para a equipa monegásca, não fosse o Mónaco a equipa com mais golos marcados em todos os campeonatos europeus. E muito disto se deve aos nomes já mencionados anteriormente, porém nunca esquecendo artistas como Dirar ou João Moutinho. E se não pensarmos no jogo da primeira mão, o Mónaco já não perdia desde 18 de Dezembro (!) após um jogo caseiro com o Lyon (1-3).
A desvantagem na eliminatória obriga o Mónaco a ir atrás do prejuízo, e como tal não tenho qualquer dúvida de que a equipa do Principado será capaz de fazer no mínimo 1 golo. Seria preciso uma exibicção para esquecer do lado caseiro, combinado com uma assertividade soberba no momento defensivo por parte da equipa forasteira. E embora saiba que tudo pode acontecer no futebol, eu não acredito nisso.
A liderança dividida a ferros com o PSG na Ligue 1 poderá ser um sacrifício a ter em conta para o Mónaco – caso se mantenha em prova -, dado que os parisienses só pensam no campeonato e na final (a nível interno) a disputar contra os monegáscos. Mas essa é a vida de quem quer ser grande. E a jogar assim, o Mónaco não pode pensar em outra coisa.
Assimilação em crescendo
A par do Mónaco, o Manchester City é uma equipa que tem vindo a ser trabalhada por mim num passado recente, e como tal, sinto alguma fiabilidade na avaliação feita pelos rapazes de Manchester.
Depois de um início de época fulgurante, os citizens atravessaram uma fase menos boa com alguns resultados de deixar o mundo de futebol de queixo caído. A título de exemplo o 0-4 contra o Everton, que curiosamente foi a última derrota em jogos oficiais por parte da equipa de Guardiola.
De lá para cá, o catalão assistiu a 11 jogos onde conseguiu vencer 9 deles e empatar 2. Esta série só demonstra que Pep tem sido capaz de materializar a sua forma peculiar de pensar o futebol em campo. O afastamento por lesão de Nolito – já regressado – permitiu a Sané ganhar minutos, confiança e espaço no XI inicial dos ingleses, protagonizando sobre a esquerda, os estragos que Sterling faz do outro lado. Juntar a isso a sociedade Kevin de Bruyne, David Silva e Yaya Touré, terminando com Kun Aguero – aproveitou e bem a lesão da jovem surpresa Gabriel Jesus – e a sua veia goleadora, é simples de perceber que o City está em crescendo e à caça de troféus.
Apesar da vantagem ténue que os ingleses têm, não é fácil para mim dar o favoritismo aos mesmos. O City já demonstrou por inúmeras vezes esta época, momentos de quebra de concentração durante encontros decisivos, o que resultou em claros erros defensivos, sejam eles de Stones, Bravo ou até Otamendi. Aquilo que de bom consegue ter à frente, muitas vezes consegue pecar atrás, e na análise do jogo, Guardiola disse-o e bem que caso o City defenda atrás e espere pelo Mónaco, irá dar-se certamente mal.
Depois da Supertaça e da Taça da Liga, o Manchester United ainda ambiciona a Liga Europa, e olhando para o campeonato inglês onde o Chelsea passeia na liderança, os citizens olham certamente com imensa responsabilidade para esta Champions embora ainda haja uma competição interna à mercê (Taça de Inglaterra)
Previsão
Na minha opinião esta eliminatória ainda não está terminada. Estamos a falar de duas equipas com um futebol positivo, no sentido em que só pensam no objectivo base da modalidade (marcar mais golos que o adversário), e como tal, acredito que podemos voltar a ver um espectáculo bem agradável de se acompanhar.
Assim sendo, dei por válidos dois mercados possíveis para este jogo: “Ambas as equipas marcam” e “Total de golos”. No entanto, a oferta por parte da casa onde aposto (betclic) materializou, e com toda a legitimidade, maior valor no mercado do número total de golos. No caso das equipas marcarem o retorno seria 25 cêntimos por cada € apostado (Odd: 1,25).
Dessa forma, a minha convicção remete-se para a existência de mais do que dois golos no jogo, num encontro que opõe duas formações com as quais estou habituado a observar e a trabalhar.
Aposta: Total de golos – acima de 2,5 (Odd: 1,30)


Pacato
